desenredo, subst.
masculino -
ação ou efeito de
desenredar (-se);

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desenredamento;
desprender-se da rede;
separar-se do que
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Números Complexos
(Exposição histórica)
JC Cavalcanti
 
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Assunto: autoconhecimento e espiritualidade
Lançado em 3 de junho de 2017
 
** Reflexões...


Nossos pensamentos são mesmos nossos?      (14/out/17)

Parece estranha essa pergunta. Mas a verdade é que, antes de respondê-la, precisamos responder outra:
"Nossos de quem?"
Ou seja, com quê nos identificamos? Se você se identifica com a mente-cérebro, a resposta é SIM, pois
na consciência de ego, o "eu" se identifica com seus conteúdos e aprendizagens,
pensamentos, julgamentos, sensações e emoções.

Leia mais.. Nossos pensamentos são mesmos nossos?.

 


A origem do ego, segundo a filosofia Hindu (09/out/17)

"Púrusha é o espírito, a consciência pura que observa os fenêmenos através da mente-cérebro.
Essa mente se encontra impregnada de Púrusha mas não o percebe,
gerando assim o observador pessoal (consciência de ego),
com seus canais sensoriais, seus pensamentos, julgamentos, sensações e emoções."


Leia mais... A raiz do sofrimento
 


Não engula o falso como verdadeiro (07/out/17)

Assim como toda identidade adquirida é falsa, temporária, apenas um rótulo operacional ou psicológico
para um conjunto de hábitos e aprendizagens, assim também nossas emoções e convicções intelectuais
não passam de máscaras com as quais a consciência se esconde de si mesma

Não há liberdade interior enquanto não contemplarmos nossa face nua,
como no extraordinário conto O louco, de Khalil Gibran.
 


Fazer coisas inúteis... (28/set/17)

Você já experimentou dar o melhor de si, toda a sua atenção e carinho em alguma atividade inútil e não lucrativa?
Então, nossos semelhantes simplesmente não se interessam por ela. Fica totalmente não reconhecida.
Não estou falando de um hobby, pois neste sua atenção se dissipa em coisas exteriores, alheias a seu espírito.

     Limpar uma praça pública uma hora por semana, sabendo quem em poucos minutos já estará suja de novo...
     Derramar seu coração em poemas que não serão lidos...
     Simplesmente olhar o encanto de uma flor perfumosa, vendo as abelhas dançando a seu redor...
     Ir andando numa calçada e, de repente, sem que nem porque, parar e olhar para trás...

Fazer coisas assim, sem quê nem porquê mas com toda atenção tem um toque de presença, um sabor de liberdade.

Mas as pessoas que passam a vida toda como autômatos, fazendo coisas sem amor nem presença,
somente por obrigação, dinheiro ou conveniência, talvez achem que isso é um absurdo, que você é louco...

E você continua fazendo, ainda com mais consciência, sabendo que é uma pequena pérola,
porque é a presença pura do espírito...

 


Acreditar nos pensamentos? (25/set/17)

É claro que o pensamento tem um lugar importante na mente, quando ele é técnico, objetivo.
Mas não quando ele se apossa de nós, quando assume nossa identidade.

Em outras palavras: devemos "não acreditar" nos pensamentos e julgamentos de natureza
emocional ou psicológica, pois além de serem intrinsecamente limitados e parciais,
e conterem uma boa dose de exageros e falsidades,
ao acreditar neles (re)criamos e mantemos a ilusão da identidade separada.
 
 
abcd

  Ouça músicas...
                        1º CD - Valsas, chorinhos e canções            2º CD - Em cada canção que eu faço
                        3º CD - Passeio Musical                             4º CD - Contemplação

(Som testado nos navegadores Google Chrome e Mozilla)

abcd

     ☼☼☼ Morrendo antes de morrer                       ☼☼☼ Viver no espírito de finitude                       ☼☼☼ Preparar-se a cada momento

 
Estou ciente de minha finitude, e de todos com quem me relaciono. Sei que nada restará, a não ser um punhado de cinzas.
Sei que a morte é inevitável e pode chegar a qualquer momento, trazendo o final de minhas preocupações e ansiedades e do vão movimento do pensar em busca de felicidade e segurança.
Por isso, trago para este momento aquela hora final, para vivenciar conscientemente o estado da mente que não tem um amanhã — morrendo, então, antes de morrer.
 
Viver no espírito de finitude (a grande realidade da vida) quebra a continuidade do ego e nos liberta do medo.
Atenção! Isso não quer dizer que não se possam exercer ações que apontem para o futuro, como plantar uma árvore ou marcar um compromisso. Refiro-me ao sentido psicológico, a parar de fugir das feridas emocionais e de "dar tratos à bola" procurando felicidade e segurança num futuro... incerto.
Isso traz uma grande serenidade e o sabor do silêncio, pois a mente se aquieta quando não tem um amanhã para vir a ser, para uma apenas suposta e imaginária autorrealização entre os impermanentes e ilusórios objetos do mundo.
A meditação da finitude pode ser feita a qualquer momento e nos livra dos pensamentos ociosos, inúteis e supérfluos.
 
Estar preparado para morrer... é estar, a cada momento:
** livre do mundo emocional e suas cadeias...
** livre do desejo de autorrealização psicológica no decurso do tempo...
** e, principalmente, estar em comunhão consciente com nossa própria natureza mais profunda, silenciosa, pacífica e sem conteúdos — a semente da Consciência Divina em nós.
abc
O despertar da consciência mística A união consciente com Deus
Diálogo de UG com Ramana Maharshi Alegoria da Caverna de Platão
Desenredo - de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro As aparências enganam - de Sérgio Natureza/Tunai
Diálogo de Milinda e Nagasena
Profunda reflexão sobre a vacuidade de todas as coisas
Os venenos da mente
Os dois pássaros
Belíssima alegoria de Rabindranath Tagore sobre o apego a algemas
Os princípios do Budismo
O sabor do Zen - Taisen Deshimaru Krishnamurti: Sobre a Educação
Krishnamurti: Sobre a Dúvida  O mito de Pandora
"Entrevista" com Fernando Pessoa Contos Zen - Daniel Law
O caso dos cinco macacos Budismo-Psicologia-Do-Auto-Conhecimento - Dr. Georges da Silva e Rita Homenko - "Download grátis"
abcd

 Diálogo de UG com Ramana Maharshi

O Bhagavan, um homem sereno, da maior sabedoria e integridade, não poderia causar uma impressão mais forte no jovem U.G.

Ele raramente falava àqueles que dele se aproximavam com questões. U.G. aproximou-se do mestre apreensivamente, fazendo-lhe três perguntas:

"Existe uma coisa chamada iluminação"?, perguntou U.G.

"Sim, existe", respondeu o mestre.

"Existem nela quaisquer tipos de níveis?"

O Bhagavan respondeu: "Não, não há níveis. É uma coisa só. Ou você está ali ou não está absolutamente."

Finalmente, U.G. perguntou: "Essa coisa chamada iluminação, você pode me dar?"

Olhando o sério jovem bem nos olhos, ele respondeu:

"Sim, eu posso lhe dar, mas você pode pegar?"

Daí em diante, U.G. ficou obcecado por essa resposta e implacavelmente começou a perguntar a si mesmo:

"O que é isso que eu não posso pegar?"

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abcd
Desenredo
- de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro


Por toda terra que passo
me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
de vida feito ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tramas do teu desejo!

O mundo todo marcado
a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo,
a morte é o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tranças do teu segredo.

Ê Minas, Ê Minas, é hora de partir, eu vou...
Vou-me embora prá bem longe (bis)

A cera da vela queimando
O homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo.

Ê Minas, Ê Minas, é hora de partir, eu vou...
Vou-me embora prá bem longe...

Clique para ouvir essa linda canção (via Youtube)

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abcd
As aparências enganam
- de Sérgio Natureza/Tunai - gravada por Elis Regina


As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões.
Os corações pegam fogo e, depois, não há nada que os apague...
Se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão,
o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão,
sonhos vividos de conviver...

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões.
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele...
Se a neve, cobrindo a pele,
vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer,
não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer,
senão chorar sob o cobertor...

As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno...
Mas o verão que os unira,
ainda vive, e transpira ali

Nos corpos juntos na lareira...
na reticente primavera...
No insistente perfume
de alguma coisa chamada amor...


Ouça essa linda canção com Elis Regina (via Youtube)

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abcd
O homem que desdenhava as máquinas (Chuang Tse)

Um filósofo confucionista passeava com seus discípulos pelos campos do sul da China,
quando viu um camponês que molhava sua horta com um regador.

O filósofo perguntou-lhe por quê não usava uma bomba para este trabalho.
O camponês olhou-o e respondeu:

"Ouvi meu Mestre dizer que aqueles que usam engenhosos instrumentos
são espertos nos seus negócios.

Aqueles que são espertos nos seus negócios têm astúcia no coração.

Aqueles que têm astúcia no coração não o têm puro e incorrupto.

Aqueles cujo coração não é puro e incorrupto têm o espírito agitado.

Aqueles cujo espírito é agitado não são veículos convenientes para a Paz.

Não é que eu desconheça estas coisa, é que eu teria vergonha de usá-las".
Leia a íntegra desse conto, clicando aqui

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