O veneno das abelhas e as inflamações - parte I 
Ronaldo Cláudio Roque da Silva - apicultor  

As informações contidas neste artigo são, na sua maioria, extraídas do livro "As abelhas, farmacêuticas com asas" - Editorial Mir, Moscou, URSS, 1981.

Hoje, são inúmeros os apicultores em todo o mundo que, além da sua atividade normal no apiário, também se dedicam à extração de veneno de suas abelhas e que passaram a produzir a pomada de veneno de abelha.  No entanto, aqui no Brasil, esse trabalho começou em meados de 1988, tomando força em 1990/91.

Na Europa Oriental, os experimentos em doentes, levados com seriedade, resultaram em conclusões eficazes, abrindo, sem dúvida, uma página brilhante para a ciência convencional e sem preconceitos.

Hoje, a ciência complementa e aperfeiçoa, atrelada a aparelhos sofisticados, conhecimentos primitivos sobre os efeitos, nos seres humanos, dos produtos apícolas.

Muitos desses conhecimentos, ao alcance de milhões de pessoas (simplesmente apertando uma tecla de computador), também já estavam registrados em tratados de medicina hindus com 3500 anos de existência.

Na União Soviética, através das suas clínicas especializadas, os resultados dos tratamentos nos reumáticos foram tão notáveis que, em 1957, o Ministério de Saúde Pública autorizou esse tratamento oficialmente.

Os resultados obtidos em reumáticos, aqui no Brasil, usando-se apenas cremes ou pomadas como veículo para a apitoxina (veneno de abelhas) no tradicional uso tópico, são extraordinariamente promissores: em 75% das pessoas tratadas de males reumáticos observou-se sensível melhora, e em boa parte delas o mal desapareceu por completo.

O autor deste artigo faz apicultura há 35 anos e tem observado que os consumidores regulares dos produtos apícolas apresentam boa saúde e maior resistência a inúmeras doenças.

Essa opinião é compartilhada pelos praticantes da medicina empírica. O autor do livro citado dá grande ênfase a esse fato e cita inúmeros estudiosos de várias nacionalidades que oferecem a mesma opinião a nós, leitores.

Experiências feitas em São Paulo, em pessoas com sinusite, amigdalite e gengivite deram também muito bons resultados. Um alívio muito grande sobre a dor da sinusite bem como da amigdalite se faz sentir em 40 minutos.

Nesses casos, fricciona-se a pomada externamente. Todavia, aplicado diretamente sobre a gengiva inflamada (uma pequena porção da pomada, misturada com pasta de dentes), a melhora se faz sentir em apenas 4 minutos.

Além dessas aplicações, o veneno de abelhas oferece efeitos positivos nos casos:

1. Reumatismo articular
2. Reumatismo muscular
3. Doença de São Guido (ou Vito)
4. Inflamações dos nervos ciático e facial
5. Bócio (papo) 

 

(continua)

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